segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O vaqueiro do Piauí

Eu sou rude sertanejo:
                Só falo a língua das selvas
                Onde impera a natureza
Não sei fazer epopeia,
Não entendo de poemas,
Nem choramingo pobreza.

Não canto glória da pátria,
Nem os feitos dos heróis,
Nem os perdidos amores.
Nem sei se o mundo se alonga
Além das raias que vejo,
Nestas campinas de flores.

Porém quero, tosca frase,
Com singela liberdade,
Sem floreios, nem mentira,
Entoar selvagem canto,
Inspirado na viola,
Em vez de dourada lira.

E quem não for sertanejo,                                                        
E queria compreender
A beleza da expressão.
Consulte dicionários
Da língua chá, verdadeira,

Do homem cá do sertão.

Autor: Hermínio Castelo Branco 

Referencia:  Retirado do livro literatura Piauiense     


     Por: Thiago Amorim

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