Eu sou rude sertanejo:
Só falo
a língua das selvas
Onde
impera a natureza
Não sei fazer epopeia,
Não entendo de poemas,
Nem choramingo pobreza.
Não canto glória da pátria,
Nem os feitos dos heróis,
Nem os perdidos amores.
Nem sei se o mundo se alonga
Além das raias que vejo,
Nestas campinas de flores.
Porém quero, tosca frase,
Com singela liberdade,
Sem floreios, nem mentira,
Entoar selvagem canto,
Inspirado na viola,
Em vez de dourada lira.
E quem não for sertanejo,
E queria compreender
A beleza da expressão.
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Da língua chá, verdadeira,
Do homem cá do sertão.
Autor: Hermínio Castelo Branco
Referencia: Retirado do livro literatura Piauiense
Por: Thiago Amorim
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