ABDIAS DA COSTA NEVES
(1876-1928)
Nascido em Teresina, a 19 de novembro de 1876, onde
faleceu a 28 de setembro de 1928. Bacharel em Direito, professor de Inglês.
Alemão, Lógica e Pedagogia. Parlamentar, romancista, polígrafo, poeta,
panfletário, jornalista, historiador e jurista. Membro da Academia Piauiense de
Letras, cadeira n. 11, patronímica de João Alfredo de Freitas, sendo o primeiro
ocupante, sucedido por Martins Napoleão. l9-Secretário do Senado da República.
Foi um dos fundadores e diretores das revistas "Litericultura" e
"Almanaque Piauiense", em Teresina. Publicou: "Um Caso
Eleitoral", 1916; "O Problema da Indústria Nacional das
Anilinas", 1919; "A Guerra do Fidié", subsídio para a história
do Piauí nas lutas da Independência, 1907; "Um Manicaca", romance de
costumes piauienses, 1909; "Psi¬cologia do Cristianismo",
identificação do mito de Jesus com o dos deuses solares, 1910; "O Piauí na
Conferência do Equador", 1921; "Aspectos do Piauí", história,
1926; "O Brasil e as Esferas de Influência na Conferência da Paz";
"O Piauí nas Lutas de 1824"; "Imunidades Parlamentares";
"A Elegibilidade do Marechal"; "Autonomia Municipal";
"Política das Estradas de Ferro"; "Finanças da República";
"Moral Religiosa"; deixou inéditos: "Velórios", versos;
"O Rasga-Mortalha", estudo de psicologia política; "Regime das
Municipalidades"; "História Geral do Piauí", de que deixou
apenas os primeiros capítulos.
O SANGUE DAS ROSAS
Quando sinto cantarem sobre as telhas
O ouro da luz e a voz das madrugadas,
vou ver morrer no céu as irisadas,
pequeninas e fúlgidas centelhas.
Ainda não despertaram as abelhas
para a festa das ramas enfloradas.
Pássaros dormem. Abertas nas estradas,
Rosas pompeiam pétalas vermelhas...
De onde lhe vem aquele sangue rubro?
Sigo, pé ante pé, olho e me encubro
Nos roseirais e de onde posso vê-las,
E vejo, então, velando o espaço infindo,
aquele sangue vir do céu caindo
pelos olhos de prata das estrelas...
Por: Marcos Junior

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