sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O interprete de Torquato Neto





Pedro Moura interpretando torquato neto, no projeto É lendo que se aprende ler, da escola estadual CEEP Deputado Francisco Antônio Paes Landim Neto, realizado nos dias 27 e 28 de outoutubro de 2016. entre tanto foi destacados vários outros artistas, como Assis brasil,Mario quintana e entre outros. mas o destaque foi o interprete de torquato neto pelo estudante pedro moura, por causa de seu papel,  sua sala teve destaque de acesso de mais pessoas, fazendo até fila pelo lado de fora.  


Por: Alessandro, João pedro e Marcos Júnior

PROJETO: É LENDO QUE SE APRENDE LER

É LENDO QUE SE APRENDE LER




entre no mundo da leitura.... e viaje no universo  da literatura piauiense!

LENDO QUE SE APRENDE LER, este foi o nome do tema do projeto da escola Ceep Deputado Francisco Antonio Paes Landim Neto, onde podemos dizer que, o projeto teve o foco de  incentivar a leitura, destacando assim a literatura piauiense. o projeto com duração de dois dias: 27 e 28 de outubro,  destaca os principais Autores Piauiense e suas Obras, 


Representação de um jovem atuando como, Torquato Neto


memorial: da Costa e Silva



Por: Cristiane Vieira , Daiane Dias, Ellem Crisley, Marinalva,  Alessandro, Hernandes Vieira, João Pedro rocha,  Marcos Assis, Marcos Junior  e Thiago Amorim.






quinta-feira, 27 de outubro de 2016

CHICO DO ROMANCE NA SUA LABUTA DIÁRIA NA ÁREA DO MERCADO MUNICIPAL DE PIRIPIRI.

CHICO DO ROMANCE NA SUA LABUTA DIÁRIA NA ÁREA DO MERCADO MUNICIPAL DE PIRIPIRI. 


Nascido no local Retiro, município de Piracuruca-PI, em 01 de abril de 1939, filho de Gerviz Rosa de Sousa e Paulo Pereira Neres, Chico do Romance aparenta uma jovialidade na sua narração diária de seus cordéis e na presteza com que atende seus clientes. Se for entrevista se prepare para passar a manhã toda... É que ele se sente orgulhoso aos extremos de sua obra literária. 
Perdendo a mãe quando tinha apenas um ano de idade, o futuro cordelista foi morar em com a avó materna, a qual também faleceu cedo, quando Chico tinha apenas seis anos. Mais um golpe na vida do pequeno Francisco Perez. Mas sua predestinação lhe reservava um futuro gratificante.
 Sua biografia, que consta em seus “romances” diz:
Pequeno, ajudava seu pai na lavoura, mas logo veio morar em Piripiri, onde começou a cantar folhetos para os amigos, daí surgiu sua paixão pela literatura de cordel, onde descobriu que em si brotava a poesia, morando com sua tia Cecília em Piripiri e cantando nas casas de fazenda. Viajando para Fortaleza, depois com os melhores poetas da época, viajou pelo Piauí, Ceará, Maranhão, Goiás e Pará. Nas estradas de chão tudo isso dos 10 aos 30 anos.
Depois passou uns tempos em Fortaleza-Ceará, onde afirma ter penado muito, sem dinheiro e sem ter onde morar, fazendo bicos para sobreviver. 
Redigindo seus textos fantásticos e sempre cativantes, Chico do Romance estreou como cordelista com 15 anos de idade, e hoje já contabiliza mais de 200 obras editadas. A princípio os cordéis eram impressos pelo tradicional método da xilogravura, ou seja, a matriz de impressão eram chapas de madeira esculpidas. É que as impressões tipográficas eram muito caras nos tempos idos.
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CAPA DE UMA DAS OBRAS XILOGRAFADAS DE CHICO DO ROMANCE.
A partir do início dos anos 1970, com a disseminação do sistema offset, que barateou os custos elevados do sistema tipográfico, Chico do Romance passou a imprimir seus trabalhos na gráfica de Gilberto Mendes (em Campo Maior) e posteriormente, na gráfica do ex-prefeito de Piripiri, Arimatéia Melo. Hoje seus trabalhos são impressos em impressoras de computador.


Por: Marcos Júnior

Abre um livro



Abre um livro, pois a sua mente abrira  junto a ele! João Pedro Rocha




Por: João Pedro Rocha

LETRAS DE TORQUATO NETO MAIS CELEBRADAS!!!

LETRAS DE TORQUATO NETO MAIS CELEBRADAS!!!


GELEIA GERAL
Música: Gilberto Gil
Letra/ lyrics:  Torquato Neto

Ouça a música / Oiga la música / Listen to the music:



Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia
Resplandente, cadente, fagueira num calor girassol com alegria
Na geléia geral brasileira que o Jornal do Brasil anuncia

Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

A alegria é a prova dos nove e a tristeza é teu porto seguro
Minha terra é onde o sol é mais limpo e Mangueira é onde o samba é mais puro
Tumbadora na selva-selvagem, Pindorama, país do futuro

Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

É a mesma dança na sala, no Canecão, na TV
E quem não dança não fala, assiste a tudo e se cala
Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil:
Doce mulata malvada, um LP de Sinatra, maracujá, mês de abril
Santo barroco baiano, superpoder de paisano, formiplac e céu de anil
Três destaques da Portela, carne-seca na janela, alguém que chora por mim
Um carnaval de verdade, hospitaleira amizade, brutalidade jardim

Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

Plurialva, contente e brejeira miss linda Brasil diz "bom dia"
E outra moça também, Carolina, da janela examina a folia
Salve o lindo pendão dos seus olhos e a saúde que o olhar irradia

Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi

Um poeta desfolha a bandeira e eu me sinto melhor colorido
Pego um jato, viajo, arrebento com o roteiro do sexto sentido
Voz do morro, pilão de concreto tropicália, bananas ao vento

Ê, bumba-yê-yê-boi ano que vem, mês que foi
Ê, bumba-yê-yê-yê é a mesma dança, meu boi


Por: Marcos Júnior

O sábio




o sábio quer sempre um conhecimento maior
do que lhe já é conhecido.

Autor: Marcos Júnior do Nascimento Sousa

Por: Marcos Júnior

Poema de Mário Faustino

Balada
 
                        (Em memória de uma poeta suicida)
 
Não conseguiu firmar o nobre pacto
Entre o cosmos sangrento e a alma pura.
Porém, não se dobrou perante o fato
Da vitória do caos sobre a vontade
Augusta de ordenar a criatura
Ao menos: luz ao sul da tempestade.
Gladiador defunto mas intacto
(Tanta violência, mas tanta ternura),
 
Jogou-se contra um mar de sofrimentos
Não para pôr-lhes fim, Hamlet, e sim
Para afirmar-se além de seus tormentos
De monstros cegos contra um só delfim,
Frágil porém vidente, morto ao som
De vagas de verdade e de loucura.
Bateu-se delicado e fino, com
Tanta violência, mas tanta ternura!
Cruel foi teu triunfo, torpe mar.
Celebrara-te tanto, te adorava
Do fundo atroz à superfície, altar
De seus deuses solares – tanto amava
Teu dorso cavalgado de tortura!
Com que fervor enfim te penetrou
No mergulho fatal com que mostrou
Tanta violência, mas tanta ternura!
 
Envoi
Senhor, que perdão tem o meu amigo
Por tão clara aventura, mas tão dura?
Não está mais comigo. Nem con tigo:
Tanta violência. Mas tanta ternura.
 
(Mário FaustinoO Homem e sua Hora. 1955.)

Por: Hernandes e Marcos Júnior

Poema de Da Costa e Silva

Ódio Bendito
Meu ser é como o ser perverso e doente
Do ladrão, do bandido, do assassino...
Corre em meu sangue o fluido viperino
Do vírus tenebroso da serpente.
Mente-me o olhar; mente-me o lábio; mente
Dentro em meu peito o coração tigrino,
Zombando dos caprichos do Destino,
Num ódio estranho, altivo e repelente...
Bendito este Ódio aos homens miseráveis,
Aos torpes embusteiros execráveis
E aos traidores do Amor e da Verdade!
Bendito este Ódio bom, santo, orgulhoso,
Que me oferece o torturado gozo
De querer mal a toda Humanidade!
por: Hernandes e Marcos Júnior

Do cimo da montanha



Do cimo da montanha

Musa, pára um momento aqui, musa severa!
Olha deste alto cimo a Pátria, o Sonho, a Vida...
Mede toda a extensão imensa percorrida,
E o presente, e o porvir esmiúça, e considera!

Interpreta, na estrofe, a saudade sincera,
E realça, firme, o traço à página esquecida!
Canta a luz que te doura, e estende-a, refletida,
Sobre os rincões natais, que tua alma venera!

Mas grava tudo lenta, unindo, com orgulho,
O esto dos palmerais, e a harmonia dos trenos,
Como na relação do efeito para as causas...

Junta o carme à epopéia, enlaça o grito e o arrulho,
E os quarenta anos teus se fixarão, serenos,
Num longo beijo quente, ampliado em sóis e em pausas...


Símbolo d’arte

Se o meu verso não fora o agonizar de um lírio,
E o suave funeral de um crisântemo roxo,
Diluindo-se, murchando, à vaga luz de um círio,
Entre o planger de um sino e o gargalhar de um mocho;

Se, essas flores do mal, em pleno desabrocho,
Eu não sentira em mim, num êxtase e em delírio,
Meu orgulho de rei julgara vesgo e frouxo,
Pois a glória de um sol não vale esse martírio.

Se, na terra que piso, algum prêmio ambiciono,
É o deserto, a cabala, o claustro, a esfinge, o outono,
O calmo encanto da noite e a augusta paz da morte...

E o meu símbolo d'arte, o ideal que me fascina,
É a tristeza a florir a graça feminina,
Como um farol pressago a iluminar o norte!



Autor: José Félix Alves Pacheco


Por: Alessandro Oliveira

Leia um Livro





Por: João Pedro Rocha

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A JUSTIÇA

  A JUSTIÇA
Já dizia o velho Ri
Há mais século passado,
Que o império da injustiça
Há muita era chegando.
Que daria o luminar
Do direito e da justiça;
Se ainda de tanta injustiça
Até homens de bem
Para nós está moral
Reservando junto aos governos
Parece que são também
Contaminados do mal;
Cometendo os mesmos erros.

Autor: Benedito Freitas


Por: Cristiane Vieira 


Livro:OS QUE BEBEM COMO CÃES DE ASSIS BRASIL



OS QUE BEBEM COMO CÃES

No período da Ditadura Militar, decorrente do Golpe de 64, foram instaladas algumas regras, dentre as quais a proibição de reuniões com mais de três pessoas e o discursopolítico nas universidades, além de censura à imprensa e substituição da Constituição pelos Atos Institucionais. Nesse contexto, Assis Brasil publicou a maioria de suas obras dentre elas, Os que bebemcomo cães, onde o enfoque principal é o personagem, professor de literatura que foi preso por contradizer o sistema vigente.
A narrativa começa com o protagonista sendo jogado no cárcere, Totalmentedopado, vivendo em um cubículo onde a escuridão é ampla e envolvente, completo silêncio, cortada apenas por um barulho que parte de seus ouvidos, com os braços algemados para trás (como um animal paracomer, fazendo suas necessidades fisiológicas na roupa), ele ignora tudo relacionado à sua pessoa.



Autor: Assis Brasil



Por: Cristiane Vieira 

Livro: Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco



A história de Amor de Perdição circunda-se na cidade portuguesa chamada Viseu, mas o enredo não se centra absolutamente em tal cidade, pois a alternância de cidades se faz presente à medida que o enredo da ficção avança deliberadamente.



Autor: Camilo Castelo Branco


Por: Dayane Dias

Biografia de Orlando Geraldo Rego de Carvalho



Orlando Geraldo Rego de Carvalho, conhecido como O. G. Rego de Carvalho, (Oeiras25 de janeiro de 1930 — Teresina9 de novembro de 2013) foi um escritorromancista brasileiro.
Ocupava a cadeira número 6 da Academia Piauiense de Letras e, além de romancista, era também Bacharel em Direito, professor e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Doutor “Honoris Causa” da Universidade Federal do Piauí, integrou o Grupo Meridiano e pertence à Geração 45. Juntamente com o poeta H Dobal e o crítico M. Paulo Nunes, lançou em 1949 a revista "Caderno de Letras Meridiano", um marco dentro do Modernismo Piauiense.[1]
Sua obra mais marcante é Rio Subterrâneo, quando o escritor expõe de forma crua as neuroses, conflitos, medos, loucura e solidão de seus personagens.[2]
Faleceu na manhã de 9 de novembro de 2013 no Hospital São Paulo em Teresina, aos 83 anos, de falência múltipla dos órgãos, após oito dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital



Por: Hernandes Vieira



Livro: Poemas



este livro certamente possibilitará ao leitor uma avaliação mais justa 
da importância de Ovídio Saraiva para a literatura brasileira
 de expressão piauiense.

 É uma obra aparentemente irregular mas previsível, reunindo boa quantidade de sonetos, 
um punhado de odes, odes pindáricas e anacreônticas, quadras, canções, 
cantatas, idílios, epigramas; improvisos, epístolas 
vários poemas soltos.


Autor: Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva


Por: Hernandes Vieira

A importância da leitura para a sociedade



A importância da leitura para a sociedade

A leitura é a maneira mais antiga – e mais eficiente, até hoje, de adquirir conhecimento. E é preciso desconstruir aquela ideia de que ler é um hábito chato e monótono. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam ler revistas, sites, gibis, livros de romance, entre outras leituras de entretenimento, é tão eficaz quanto ler um livro técnico. A diferença é que ler sobre algo técnico oferece conhecimento sobre aquele determinado assunto, enquanto ler sobre variedades estimula o raciocínio e melhora o vocabulário. É clichê, mas é fato: somente escreve bem quem lê bastante.
A leitura ajuda muito na Oralidade, na escrita, as pessoas expressão com muita facilidade. Quem tem a facilidade de interpreta qualquer texto tem mais chance de se dá bem vestibular.




Por: Marinalva 


Livro: Torquato Neto ou A carne seca é servida



O livro é imprescindível para os novatos e as gerações mais antigas que pretendem ler e saber um pouco mais sobre Torquato, o poeta suicidado a 10 de novembro de 1972 por essa sociedade ocidental, capitalista e hostil. É um trabalho de fôlego, pois imagino KENARD KRUEL se debruçando sobre fontes de pesquisas, pessoas, filmes e problemas.


Autor: Kenard Kruel


Por: Marcos Assis 

Biografia de Alcides Freitas


ALCIDES FREITAS
(1890-1912)


Alcides Freitas nasceu em Teresina, em 4 de julho de 1890. Estu­dou no Liceu Piauiense, cursou Humanidades e, terminado o curso, em 1906, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia. Na defesa da tese de doutorado, na área de Fisiopsicopatologia, produziu um texto - Da Lágrima - que já revelava o grande poeta que existia dentrC? de si, pois era muito mais afim à literatura do que à ciência. A tese foi publicada em 1912, o mesmo ano da edição do livro Alexandrillos, escrito em parceria com o irmão Lucídio Freitas. 
Publicado em outubro de 1912, o livro Alexandrinos mereceu elo­gios de críticos de renome nacional, como Osório Duque-Estrada, autor do Hino Nacional Brasileiro, José Veríssimo, Clóvis Beviláqua e Laudemiro de Menezes. Também os piauienses, como Zito Baptista, An­tônio Chaves, Abdias Neves é Cristino Castelo· Branco, aplaudiram a obra de estréia do poeta. 
Conta a professora Socorro Rios Magalhães que, antes mesmo do lançamento do primeiro livro, os jovens poetas Alcides Freitas e Lucídio Freitas já gozavam de grande prestígio entre os conterrâneos. "A par do pendor pelas letras, demonstrado desde a infância, e dos estudos superiores feitos fora do Estado, eram ainda filhos de Clodoaldo Freitas, naquele tempo já uma legenda no meio intelectual e político do Piauí", destaca a professora .

O bambu 
Exposto ao dia, à noite, à beíra da lagoa,
Onde se miram, rindo, as boninas do prado,
Vive um velho bambu, velho, curso e delgado,
A escutar a canção que o triste vento entoa ...

Jamais os leves pés de um trovador alado,
Desses que pela mata andam cantando à toa,
Pousara-lhe num ramo! Apenas o povoa
Alta noite, agourento, um corujão rajado ...

E vive, — arcaico monge a gemer solitário,—
A sua dor sem fim, o seu viver mortuário,
Tristonho a refletir no fundo azul das águas ...

Como bambu da mata, exposto ao sol e ao vento,
Do deserto sem fim de meu padecimento,
Triste nos olhos teus reflito as minhas mágoas!. ..




Por: Alessandro oliveira