O sol desfaz-se em ouro nas quebradas,
Surge a lua de prata, além da serra,
Nos saudosos sertões da minha terra,
Pelo tempo feliz das vaquejadas.
À hora azul do crepúsculo, as boiadas
Vêm chegando aos magotes para fera,
Em correrias, num tropel de guerra,
Nuvens de pó formando nas estradas...
Mas uma rês desgarra de repente;
No cavalo fogoso e mais ligeiro
Perseguem-na a correr, inutilmente,
Ouve-se o aboio no sertão inteiro...
Volta a rês ao curral, pausadamente,
Vencida ao som do canto do vaqueiro.
Autor: Da costa silva
POR: Thiago Amorim
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